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Registro mais antigo de ‘milagre’ de Jesus é achado em manuscrito egípcio

A descoberta foi realizada na Biblioteca Estadual e Universitária de Hamburgo, onde o pergaminho permanecia despercebido – (crédito: Divulgação/Staats-und UniversitÀtsbibliothek Hamburg) A cópia mais antiga conhecida de uma histór

Por admin

13/06/2024 08h50 Atualizado recentemente

A descoberta foi realizada na Biblioteca Estadual e Universitária de Hamburgo, onde o pergaminho permanecia despercebido – (crédito: Divulgação/Staats-und UniversitÀtsbibliothek Hamburg)

A cópia mais antiga conhecida de uma história sobre Jesus realizando um milagre quando criança foi descoberta rabiscada num antigo manuscrito egípcio.

O papiro (material que antecede o papel) de 2.000 anos conta a história menos conhecida da “vivificação dos pardais”, quando se diz que o Messias de 5 anos transformou pombos de barro em pássaros vivos, uma história também conhecida por religiosos como o “segundo milagre”.

A qualidade da caligrafia faz com que pesquisadores acreditem que provavelmente o texto foi escrito, no século IV ou V, como parte de um exercício de aula em escola ou comunidade religiosa no Egito, que funcionava como uma sociedade cristã naquela época.

Acredita-se que a história original do milagre de Jesus tenha sido escrita por volta do século II como parte do Evangelho da Infância de Tomé, um livro apócrifo que detalha os primeiro anos de Jesus de Nazaré e que acabou sendo excluído da Bíblia por não se adequar às exigências da proto-ortodoxia. Mas até esta descoberta, o primeiro exemplo escrito do evangelho datava do século XI.

Até agora, o papiro havia permanecido despercebido na Biblioteca Estadual e Universitária de Hamburgo (Alemanha).

Especialistas disseram ao “Daily Mail” que encontraram os papiros enquanto analisavam os manuscritos e notaram o nome de Jesus no texto.

“Foi pensado para fazer parte de um documento cotidiano, como uma carta particular ou uma lista de compras, porque a caligrafia parece muito desajeitada”, disse Lajos Berkes, co-pesquisador e professor da Faculdade de Teologia da Humboldt-Universität.


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“Notamos pela primeira vez a palavra ‘Jesus’ no texto. Depois, ao compará-lo com vários outros papiros digitalizados, deciframos letra por letra e rapidamente percebemos que não poderia ser um documento quotidiano”, acrescentou.

O Evangelho da Infância de Tomé descreve a vida de Jesus dos cinco aos 12 anos e foi escrito durante o século II como uma forma de preencher as lacunas de sua juventude. Mas este evangelho foi omitido da Bíblia porque foi considerado não autêntico. A Bíblia, formatada a partir do Concílio de Niceia (atual Iznik, na Turquia), em 325, também pretendia focar exclusivamente no ministério de Jesus, nos milagres e no que levou à sua morte na cruz.

Na história relatada supostamente por Tomé, Jesus tem apenas 5 anos e brinca num riacho enquanto molda 12 pardais de barro macio na lama do leito do rio.

Quando seu pai, José, percebe o que ele está fazendo, ele repreende Jesus e pergunta por que ele estaria moldando barro no sábado – um dia sagrado de descanso e adoração, de acordo com a tradição judaica.

Em resposta, “Jesus ordena que as figuras de barro ‘voem como pássaros vivos’, o que elas fazem”, afirmou Gabriel Nocchi Macedo, da Universidade de Liège (Bélgica).

COM INFORMAÇÕES GLOBO 

Publicado de forma automática pelo integrador de notícias, originalmente foi publicado pelo https://opipoco.com.br

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