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Bolsonaro propõe eliminar ‘fraudes’ para aumentar valor do Bolsa Família

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, propôs nesta terça-feira (14) aumentar o benefício do Bolsa Família com recursos provenientes de auditorias que...

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, propôs nesta terça-feira (14) aumentar o benefício do Bolsa Família com recursos provenientes de auditorias que excluam pessoas que não tenham direito ao benefício e que continuam recebendo o repasse.

A declaração foi dada à Record que, nas próximas três semanas, realizará entrevistas com os principais candidatos à Presidência.

Questionado se, caso eleito, realizará auditorias no Bolsa Família e sobre o que pensa do programa, Bolsonaro defendeu a manutenção dos benefícios e que quer evitar “fraudes”.

“O programa tem que ser mantido. […] O número [de beneficiários], pelas potencialidades do Brasil, pelo que podemos esperar do Brasil, é exagerado. Ninguém quer perseguir quem recebe o Bolsa Família”, afirmou.

“Aquele senhor, aquela senhora, que recebem [o benefício] e não têm como sobreviver, eu acho que até mais do que manter, você tem até que aumentar o Bolsa Família com recursos daqueles que vão sair por fraudes. Então é um programa que nós temos que mantê-lo e, por questão humanitária tem, obviamente, que olhar com muito carinho”, defendeu Bolsonaro.

Criação de empregos

O candidato também foi questionado sobre as propostas que tem para solucionar a crise econômica no país, especialmente para reduzir o desemprego.

Segundo Jair Bolsonaro, é preciso “desburocratizar” o país para que a classe produtiva possa empregar “com segurança”.

“Essa questão de emprego nos preocupa e muito. Emprego em primeiro lugar. Agora, hoje em dia para ser patrão também não é fácil no Brasil. Você tem que desburocratizar muita coisa, desregulamentar, desonerar a folha de pagamento”, disse Bolsonaro.

Sem explicar como se daria a desburocratização, o candidato do PSL explicou que, em sua equipe, há pessoas “profissionais, capacitadas” que conduzirão a área econômica do seu eventual governo.

“O Brasil tem uma dívida enorme, monstruosa. E muitas vezes a gente fica preocupado sobre como é que nós vamos sair dela, porque isso atrapalha também investimento no nosso Brasil. Então temos pessoas profissionais, capacitadas que vão conduzir essa política que, na ponta da linha, surge o emprego. E com emprego você resolve uma série de problemas por tabela”, explicou.

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