Carta em que Pfizer cobrou resposta do governo sobre vacinas chegou ao gabinete de Bolsonaro

A existência dessa carta foi revelada em 12 de maio por Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência, em depoimento à CPI da Covid. Wajngarten disse que soube da carta em 9 de novembro, o que demonstraria que a empresa ficou sem resposta por dois meses.

O contrato entre o governo federal e a Pfizer foi assinado em março de 2021, seis meses após a carta da empresa ter sido enviada a Bolsonaro.

Também em depoimento à CPI, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse que informou Bolsonaro “o tempo todo” sobre as negociações com a Pfizer. E que o governo não aceitou as ofertas da farmacêutica em 2020 porque considerou caro o preço das doses em relação a outros laboratórios.