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Coronavírus

Números comparam a evolução do coronavírus no Brasil, Itália e no Mundo

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 constante e exponencial aumento no número de casos confirmados de coronavírus no Brasil preocupa, principalmente quando vemos o exemplo da Itália. O país europeu teve os dois primeiros casos da doença diagnosticados no dia 30 de janeiro, em um casal de turistas chineses. Dezoito dias depois, foi detectada a primeira transmissão local no país e menos de um mês após a notificação dos primeiros casos, em 24 de fevereiro, já eram 224 casos. Daí em diante, a escalada foi colossal. Nesta quinta-feira 19, pouco mais de um mês e meio do início da epidemia, o país já tem 41.035 casos e 3.405 mortes, ultrapassando até mesmo a China.

No Brasil, o primeiro caso importado da doença foi confirmado no dia 26 de fevereiro. Na quarta-feira 18, vinte dias após o diagnóstico deste paciente, o país tinha 428 casos confirmados, 11.278 pacientes em investigação por suspeita da doença e quatro óbitos registrados. Embora na linha temporal o Brasil esteja à frente da Itália em número de casos – no 20º dia, o país europeu tinha apenas três casos confirmados -, a adoção de medidas preventivas para conter a expansão da epidemia acontecem aqui com maior antecedência que lá.

Diversos estados brasileiros, mas principalmente São Paulo e Rio de Janeiro, primeiros a apresentar transmissão comunitária da doença, implementaram medidas para promover o distanciamento social (fazer com que as pessoas mantenham o máximo de distância umas das outras). Escolas e universidades suspenderam as aulas, shoppings, lojas e academias fecharam, empresas adotaram sistema de home office ou rodízio de turnos, igrejas e templos realizam missas e cultos ao ar livre, entre outras.

Todas essas medidas são importantes para reduzir a circulação do vírus no país e fazer com que a epidemia perca força ou, no mínimo, se espalhe mais lentamente. A estratégia é chamada “achatar a curva” e é fundamental para que o sistema de saúde não fique sobrecarregado e consiga atender com eficácia todos os pacientes graves, que precisam de internação ou unidade de terapia intensiva (UTI).

Para se ter uma ideia, a Itália chegou nesse ponto de calamidade pública, com um número de mortes superior ao da China, justamente porque relutou em adotar tais medidas, alguns governantes duvidaram da capacidade de transmissão do vírus e houve falhas na detecção de casos suspeitos por unidades de saúde. Medidas de isolamento e distanciamento social só foram adotadas em larga escala no país quando o vírus já havia adoecido milhares de pessoas, principalmente idosos – grupo que corre maior risco de morte pela doença.

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